terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Oficina MinC

Ontem aconteceu durante todo o dia, uma oficina oferecida pelo Ministério da Cultura para elaboração de projetos para a Lei Rouanet.

Realmente uma oficina bem necessária para entender os trâmites que permeia a inscrição e possível aprovação de projetos junto a Secretaria de Fomento e Incentivo a Cultura (PRONAC\LEI ROUANET). A Finalidade e da oficina foi promover subsídios para produtores e artista na formação no que tange a elaboração de projetos. É sempre muito complexo o processo de elaboração de um projeto cultural. E se tratando da busca de apoio por meio da lei o processo é burocrático e muitas vezes de difícil entendimento. Aqui pudemos ouvir, e entender melhor, por meio da equipe técnica do Ministério da Cultura, as reais formas que habilitam uma proposta.

Segundo os técnicos a proposta da lei, é a democratização do acesso e acessibilidade, dos recursos. Descentralizando e dando as oportunidades iguais, em diferentes condições gerando as mesmas oportunidades a todos. Pois quando o assunto é acessibilidade falamos de ações que geram condições para que as pessoas tenham acesso aos recursos. E também sejam aprovados projetos que garantam acesso do publico com e sem deficiência. Que seja proposta que respeitem esse direito de acesso que é garantido em lei.
O Fundo Nacional da Cultura (FNC) gera Incentivo Fiscal com mecanismos de financiamento. Sendo que os incentivos poderão ser feitos por pessoa jurídica (até 4% dos impostos) e para pessoas físicas (até 6% dos impostos)

Um projeto é um conjunto de atividades com planejamento, é sempre importante entender a viabilidade da proposta, pois é um fator importante nos critérios de avaliação. É preciso pensar antes de tudo em como será a execução do projeto, pois um projeto tem tudo haver com planos.

Agora é estudar a Lei 9.610, que estabelece percentuais que direcionam os custos e orientam a distribuição dos recursos como é permitido destinar segundo a lei até 100 mil reais do valor do projeto para pagamento a um captador de recursos; 20% do total do projeto para divulgação e até 10% para direitos autorais. São muitos detalhes que são necessários entendermos ao elaboramos uma proposta pois elas são de caráter eliminatório.

Foi um excelente dia, muitas informações e network, para mais informações liguem: 61 2024 2113 e 2024 2114 ou pelo sitio www.cultura.gov.br/sefic e para inscrever projetos é necessário fazer cadastro no site www.novosalic.com.br

Boa tarde!


            

























quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

15ª Conferência Nacional de Saúde

Aconteceu hoje no Centro de Convenções de Brasília a 15ª Conferência Nacional de Saúde. Estive lá acompanhando o movimento, e em busca de conhecimento nessa definição, até porque acredito que a cultura também é uma questão de saúde publica. Nesse sentido fui buscar conhecimentos que me possibilitem exercer e usufruir desse possível diálogo, entre saúde e cultura. Além do que, é uma missão minha essa de está em meio aos movimentos que me cercam.

Não sei se por acaso, chegou até minhas mãos, um livro sobre a Situação Social no Estado do Piauí. Uma publicação do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Que busca suprir e complementar a missão de produzir e disseminar conhecimento com a finalidade de melhorar as políticas públicas nos aspectos nacionais. A publicação apresenta e analisa brevemente alguns temas sociais selecionados, se utilizando de dados e informações que buscam entender a situação social vivida atualmente pela sociedade brasileira.

No primeiro momento do livro, o Piauí é apresentado aos leitores como sendo um estado do Nordeste do Brasil com cerca de 3,2 milhões de habitantes e que representa 1,7% da população do Brasil e 5,9% de toda população nordestina. Outro dado importante trazido no livro, se refere ao fato de 38% da população do Piauí vivem na zona rural dos municípios, um percentual bem maior que a média nacional de 15,6%. No que se refere a questões como renda, pobreza e desigualdade o livro apresenta dados que eu até desconfiava, só que agora se concretizam. São eles: A média nacional apresentada na renda per capita brasileira é de R$ 631,7, até 2009, enquanto no Piauí esse valor cai para R$394,6, no mesmo ano. Quase a metade. No Piauí, as desigualdades de renda média diminuíram um pouco, já que a renda domiciliar per capita da zona rural teve crescimento de 68,3% superior ao observado na zona urbana.

Na área da Educação o livro apresenta que no Piauí tem a escolaridade medida pela média de anos de estudo da população, que é de 15 anos mais ou menos. O dado que se apresenta bem menor que os dados do nordeste e até mesmo a média brasileira. Entretanto, se considerarmos o crescimento de ponta a ponta no período, notaremos que o Piauí teve desempenho (31%) superior ao nacional (18,7%) e que o índice nordestino que é de (29,1%) de escolarizados ou em faze escolar. Um índice que pode nos dá certo orgulho.
Como o papo aqui também é cultura, o livro apresenta dados bem interessantes no que tange esse assunto. Primeiro por mostrar expressivas diferenças entre a média nordestina e nacional no que se refere ao acesso a bens culturais. 

O estudo revela forte desigualdade regional nesse aspecto, sendo que no Piauí a diferença entre os espaços urbanos e rurais apresentam desigualdade ainda mais acentuada que a realidade nacional. Nada aqui nesse estudo se apresenta como novidade pra mim, no entanto ele comprova uma certeza minha. Por exemplo, podemos citar o acesso a telefones celulares que no Brasil encontra-se em plena ascensão, no Piauí ainda existe muita desigualdade de cobertura entre zonas urbanas e rurais. Na zona rural a situação se complica, pois não possui telefone fixo e apenas 30% dos domicílios dispõem de aparelho celular. A outra parte da população rural vive uma realidade com restrições graves no que se refere à comunicação que chega a beirar o isolamento. 

E com relação ao acesso a internet, o livro afirma que é plausível afirmar que esse ainda pode se considerar item de “luxo” no Piauí, embora os números apresentados nacionalmente sejam ainda considerados aquém, no processo de democratização do acesso. Eram apenas 28,1% da população que possuíam acesso a internet em domicílio até 2009. E que apesar de nacionalmente seguir numa velocidade impressionante nos últimos anos, a população rural tem ainda pouquíssimo acesso ao processo de inclusão digital.  O livro SITUAÇÃO SOCIAL NOS ESTADOS: PIAUÍ apresenta as diferenças regionais como intensas e, no Piauí, a internet nos domicílios ainda é um evento raro, sendo que a taxa de acesso é de 18,1% para a população urbana, e é praticamente nulo o acesso na zona rural.

Primeiro em pensei que fosse obra do acaso esse livro cair na minha mão, depois eu vi que não, que faz parte do destino me fazendo cada vez mais perceber e conhecer, mesmo de longe, o meu estado que tanto amo: PIAUÍ TERRA QUERIDA, FILHA DO SOL DO EQUADOR.
Valdemar Piauí, 03/12/2005, direto de Brasília.






























quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Festival da Cultura Afro-Brasileiro









Aconteceu nesse ultimo domingo de novembro no Quilombo Mimbó localizado na cidade de Amarante no Estado do Piauí. A maior Festa da Beleza Negra do Médio Parnaíba - PI.

Uma festa cheia de cores, e cultura, na oportunidade também tem a escolha da musa e do mister negros.

É uma bela festa que envolve a comunidade quilombola localizada a 160 km de Teresina, e movimenta grande parte de estudantes e pesquisadores da cultura afro-brasileira daquela região. É também a comemoração do dia da consciência negra.













segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Reflexo

Hoje vim pra refletir sobre essas cinco imagens, muitas delas contem significados variados e que se diferem a cada pessoa. Outras certamente vão refletir inúmeros sentimentos, e isso já é por si só complexo por demais.
Adoro imagens e busco muitos significados nelas.

Reflito sobre essa cena que vivi hoje quando vinha pro trabalho, pequei o ônibus (moro atualmente em Brasília) e quando entrei o cobrador, estava olhando pra porta pois o motorista conversava com algumas pessoas que de fora do ônibus buscavam informações do percusso. Ok, tive a ação de tocar no cobrador, só para que ele recebe o dinheiro na minha mão que estava estendida na direção dele. Fiquei surpreso com a reação do cara que num tom agressivo disse "Não precisa tocar não, tou vendo não sou cego. Só espera" não tive nenhuma reação.
Depois sentei e pensei, é ele deve tá com ressaca, ou com outros tantos problemas que eventualmente podemos ter, perdoei a conduta do cobrador, e sei que poderia até ter tido outra reação se também estive num dia de cão. Boa tarde então!